
A insuficiência cardíaca (IC) representa um problema significante e crescente em todo o mundo. É considerada a principal causa de hospitalização tanto nos países desenvolvidos quanto nos emergentes, e permanece como uma das condições médicas mais comuns e de custo elevado encontradas pelo médico da comunidade. (1)
Em 2004, foi estimado que 5,3 milhões de pacientes foram diagnosticados nos EUA, 3,7 milhões na União Européia, e 1 milhão no Japão. (1)
No Brasil, a IC é responsável por 3,18% das hospitalizações, com 6,97% das mortes desses pacientes. Isso corresponde a 19,6% das internações por problemas cardiovasculares, que compreende 11,7% de todas as internações no país. (4)
A doença
A insuficiência cardíaca é definida como a síndrome clínica na qual uma alteração estrutural do coração leva à sua incapacidade de ejetar e/ou acomodar sangue. A respiração celular se torna prejudicada, à medida que o coração não consegue bombear suficiente quantidade de sangue para manter as demandas metabólicas do corpo ou quando a respiração celular pode somente ser mantida com uma elevada pressão de enchimento do ventrículo esquerdo (VE). (2,3)
Para mais informações, consulte seu médico.
Referências:
1. Bocchi EA, Vilas-Boas F, Perrone S, et al. I Latin American guidelines fo decompensated heart failure. Arq Bras Cardiol. Sep 2005;85(suppl 3):49-89.
2. Felker GM, Adams KF, Jr., Konstam MJ, O'Connor CM, Gheorghiade M. The problem of decompensated heart failure: nomenclature, classification, and risk stratification. Am Heart J 2003;145:S18-25.
3. Colucci W, Braunwald E. Pathophysiology of heart failure. In: Braunwald E, ed. Heart disease: a textbook of cardiovascular medicine. 5th ed. Philadelphia: Saunders, 1997:394-420.
4. Albanesi Filho FM. O que vem ocorrendo com a insuficiência cardíaca no Brasil? Arq Bras Cardiol. 2005; 85(3): 155-6. |